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Como a comida pode funcionar como um meio de lidar com suas emoções?

Atualizado: Jul 28

Nem sempre comemos para saciar um incômodo físico no nosso estômago. Muitas vezes comemos para lidar melhor com situações de estresse, para nos dar conforto ou mesmo para nos recompensarmos por algo feito, aquele velho pensamento de “porque eu mereço”. Este comer associado a emoções e não à fome física é chamado de comer emocional.


O comer emocional é muito frequente e geralmente ocorre associado a um comer em grandes quantidades ou de forma compulsiva, que logo em seguida leva a um sentimento de culpa e raiva devido à falta de controle. Mas o que será que leva a esse comer emocional?


O comer emocional ocorre quando o comer torna-se o principal mecanismo para lidar com as nossas emoções. A gente entra em um ciclo vicioso, onde o real problema não recebe a devida atenção.


E nesse momento de pandemia do Coronavírus? Você já parou para refletir se a comida pode estar funcionando como uma forma de você lidar com seus sentimentos?


Percebemos que tem sido muito comum o relato de pessoas sentindo que estão perdendo o controle com a alimentação e se pararmos para refletir, percebemos que por estarmos em situação de quarentena, voltamos uma atenção maior aos nossos pensamentos, emoções e subjetividades, o que o corre-corre do dia a dia não nos permite fazer. Isso pode causar um sofrimento muito grande, e levar as pessoas a utilizarem a comida como recurso para lidar com ele. Além disso, a maior disponibilidade e acesso aos alimentos também pode gerar um comer emocional, afinal de contas estamos em casa e a despensa e a geladeira estão logo ali.

Uma outra questão que vem sendo muito levantada é a dificuldade em se exercitar, uma vez que não está sendo possível frequentar academias por exemplo, gerando sofrimento mental e angústia com o corpo, que de alguma maneira, precisa ser acolhido e escutado de maneira sensível e humanizada. Temos também uma boa oportunidade para repensarmos os padrões de beleza estabelecidos por nossa sociedade, pois em um momento como este, é esperado e normal que ganhemos peso, entretanto, a pressão por um padrão estético ainda existe, gerando um sentimento de inadequação e contribuindo para o aumento do estigma da obesidade.

Para lidarmos com o comer emocional de uma forma mais gentil e acolhedora com nós mesmos, devemos primeiramente identificar se a nossa fome é física ou emocional.


Uma vez identificada a fome emocional, é importante perceber o que está desencadeando este tipo de comportamento, sejam os sentimentos, pensamentos ou comportamentos que levam ao comer emocional e então, encontrar outra forma de “alimentá-los”.


No entanto, esses sentimentos são reais e precisam ser sentidos e acolhidos. Para isso, podemos nos perguntar: Por que estou me sentindo desta forma? Lembre-se que a resposta não precisa ser nada grandiosa, pode ser algo simples como tédio. Uma vez identificados estes “Porquês”, questione-se: “o que eu posso fazer para cuidar de mim e deste sentimento sem ser comendo?”. As respostas aqui irão variar. Talvez seja ligar para alguém, sair para passear com o cachorro, assistir televisão, trabalhar, ler um livro…

Porém, nem sempre conseguimos perceber esses pensamentos no nosso cotidiano e, em alguns casos, pode ser interessante a ajuda de um profissional com uma escuta qualificada, humanizada e sensível, podendo auxiliar no processo de identificação e reflexão dos reais motivos que levam a um comer emocional.


Além dos sentimentos que falamos anteriormente, existem alguns gatilhos mais dificilmente identificáveis e que também podem contribuir com um comer emocional, tais como:


  • Hábitos de infância - Quando criança seus pais costumavam te dar comidas, sorvetes e guloseimas por bom comportamento, notas altas, ou quando você se sentia mal? Esses hábitos muitas vezes são carregados ao longo da nossa vida e são tão naturais e automáticos que comumente não os percebemos.


  • Restrições alimentares – quando restringimos calorias, nutrientes, alimentos ou grupos de alimentos, nosso corpo pode entender que estamos passando por uma privação ou fome e irá acionar mecanismos que aumentem sua fome ou vontade de comer.


  • Proibições alimentares – quando categorizamos e entendemos um alimento como proibido nós aumentamos nosso desejo em consumi-lo e quando decidimos comer geralmente há um comer compulsivo.


Lembre-se, o problema não é o que está no nosso prato, mas sim, a forma como nos relacionamos com a comida. O importante aqui é você se permitir sentir o que você está sentindo e buscar alternativas para lidar com a situação. Quando nos permitimos sentir as emoções elas perdem o poder de controlar nossa atenção, o “problema” perde força e fica muito mais fácil lidar com a situação.


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