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Comportamentos que podem prejudicar a sua qualidade de vida e sua saúde

Atualizado: Jul 28

Existem alguns comportamentos que muitas vezes adotamos por acreditarmos serem saudáveis ou por que podem nos auxiliar a emagrecer, como pular o café da manhã, ficar longos períodos sem se alimentar, restringir a quantidade de alimentos que se ingere e comer alimentos ultraprocessados divulgados como saudáveis de maneira excessiva. Entretanto, esses hábitos atrapalham e muito a nossa qualidade de vida, impedindo que comamos de forma intuitiva e autônoma, além de prejudicarem em nossa percepção de fome e saciedade!


Vamos entender um pouco mais sobre esses comportamentos?


PULAR O CAFÉ DA MANHÃ

O café da manhã é uma refeição muito importante pois com ela saímos de um longo período de jejum, além de nos fornecer energia para realizar as atividades do dia com maior atenção e melhor desempenho. No entanto, muitas pessoas não tomam o café da manhã por falta de hábito, falta de tempo ou por não sentirem fome pela manhã. Existem ainda, aquelas pessoas que adotam este comportamento na tentativa de emagrecer e perder aquele tão sonhado peso, acreditando que isso irá aproximá-las da meta que elas mesmas estipularam, meta que em sua maioria, é irreal e causadora de muito sofrimento.


Sugestão:

Atente-se a sua sensação de fome ao acordar. Você já acorda com fome? Sente fome pouco tempo após acordado? Sente fome só mais tarde?


Se você sente fome assim que acorda ou pouco tempo após acordado, busque se organizar para acordar um pouco mais cedo e preparar seu café da manhã ou, se preferir, deixe ele pronto na noite anterior, assim você poderá dormir mais uns minutinhos e não deixará de fazer esta refeição tão importante. Se o seu caso for de não sentir fome pela manhã, não precisa comer logo cedo. Que tal fazer um lanchinho assim que se sentir disposto?


E se a intenção for evitar comer e se restringir para poder emagrecer? Bom, neste caso é importante entender que este comportamento trará diversas consequências negativas ao nosso funcionamento biopsicossocial, e não será sustentável a longo prazo, uma vez que como já é sabido: “Restrição gera Compulsão!”. É como um como um ciclo que se retro alimenta.


FICAR LONGOS PERÍODOS SEM SE ALIMENTAR

Quando nós passamos muitas horas sem comer, o nosso organismo "pensa" que estamos "passando fome". Ele não entende que daqui há algumas horas iremos comer e que esta privação é temporária. Sendo assim, ele se prepara para o pior, e como consequência, há uma redução do nosso metabolismo a fim de poupar energia. Além disso, há uma maior tendência de preferirmos comidas mais calóricas, ricas em carboidratos e gorduras, além de comermos mais rápido e em maior quantidade do que o habitual para nos sentirmos saciados.


Sugestão:

Devido à nossa rotina corrida, é comum que a gente coma andando, com pressa, mexendo no celular, no computador, ou ainda, preocupados com o que aconteceu ontem ou com o que irá acontecer amanhã. Assim, nos esquecemos de pausar um instante, de se conectar com o nosso próprio corpo para perceber os sinais de fome e saciedade, e o que de fato desejamos comer. Que tal praticar o comer com atenção plena (mindful eating)? Já fizemos um post sobre isso aqui.


RESTRINGIR A QUANTIDADE DE ALIMENTOS INGERIDOS

Algumas vezes, na ânsia de acelerar o processo de perda de peso, as pessoas diminuem drasticamente a quantidade de alimentos ingeridos. De fato, quando você subir na balança, o seu peso estará menor. Porém, esta redução não significa, em sua maior parte, em perda de gordura, mas sim de massa muscular, o que torna seu metabolismo mais lento (se quiser entender como isso acontece, tem um post explicando sobre o metabolismo aqui).


Além disso, dietas restritivas são difíceis de serem seguidas por um longo período de tempo, o que leva a uma rápida recuperação do peso perdido, levando à decepção e frustração. Também aumentam comportamentos depressivos e do estresse; promovem obsessão por comida e desencadeiam episódios de compulsão alimentar; não promovem autonomia e não respeitam a nossa liberdade e singularidade; podem promover o comer transtornado e são fatores de risco para o desenvolvimento de transtornos alimentares.


Sugestão:

É muito importante que você identifique os motivos que o levam a querer fazer uma dieta e o que você espera alcançar com esse corpo dito “perfeito”. Além disso, é muito importante criar uma melhor relação com a comida, de forma que os comportamentos alimentares sejam identificados, acolhidos e trabalhados.


INGERIR ALIMENTOS ULTRAPROCESSADOS DE MANEIRA EXCESSIVA

Atualmente, encontramos um grande número de produtos ultraprocessados com alegação de serem saudáveis, e, muitas vezes, essas frases podem confundir o consumidor. É importante sempre checar a lista de ingredientes e a tabela de informação nutricional, para identificar o nível de processamento dos alimentos e a presença de aditivos alimentares e substâncias de uso industrial.


Sugestão:

Adote uma alimentação composta, em sua maioria, por alimentos in natura ou minimamente processados. Acostume-se a ler o rótulo dos alimentos, ver a lista de ingredientes e a tabela de informação nutricional. Caso você não esteja familiarizado em como entender um rótulo, tem um post mais antigo explicando sobre isso. Também já fizemos um post explicando sobre o nível de processamento de alimentos, e algumas orientações de como diminuir o consumo de produtos ultraprocessados (aqui).


Por estarmos inseridos em uma cultura que prega a mentalidade de dieta, muitas vezes, estes comportamentos se tornaram habituais e são naturalizados e confundidos como um “Estilo de vida saudável”. Entretanto, é importante refletir que estas práticas são divulgadas por meio de uma mídia (televisão, revistas, redes sociais, internet) que se utiliza da insatisfação corporal para produzir soluções que prometem, de forma milagrosa, a chance de atingir um corpo “ideal”. E não é por acaso que ela lucra (e muito!) com a propagação desse discurso, com a criação da demanda e do desejo nos indivíduos de emagrecerem e se comportarem de maneira restritiva.


Cabe a nós questionarmos incansavelmente os padrões estéticos e as soluções milagrosas que nos são vendidas! Precisamos também nos conectar de forma gentil com as necessidades do nosso corpo e resgatar hábitos que vêm sendo esquecidos...O cozinhar é um deles! É por meio dele que você adquire autonomia, desenvolve habilidades, entra em contato com as características sensoriais, culturais e sociais dos alimentos, além de se conectar com a sua história, memórias e vivências.


Por entender que o cozinhar é tão importante, nas próximas semanas iremos trazer conteúdos que auxiliem e incentivem vocês a se aventurar na cozinha. Esperamos com isso colaborar cada vez mais para a sua autonomia alimentar!


Créditos da imagem

Imagem adaptada do livro "Fazendo as pazes com o corpo" da Daiana Garbin.







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